Um dia, em Lisboa; Por Angela Barros Leal
Vi a mocinha quando deixou o piso da estação e pôs os pés no vagão do metrô. Ou do metro, como preferem eles. Vinha com o rosto deformado pelo choro, a mais absoluta tristeza nos olhos vermelhos, nariz, boca, retorcidos todos os sinais de sua face até compor o que eu via: a máscara inconfundível de profunda infelicidade.













