Cão d´Água
SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Faz tempo, ando buscando elementos que me deem um adjutório na tarefa de entender a formação da língua portuguesa no Brasil.
SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Faz tempo, ando buscando elementos que me deem um adjutório na tarefa de entender a formação da língua portuguesa no Brasil.
SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. Cresci ouvindo músicas e informações na difusora A Voz da Liberdade, rádio comunitária que propagava seu som através de alto-falantes pendurados nos postes de iluminação de Xique-Xique.
SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. Tão conhecedor das águas e ledor de todos os sestros e trejeitos do bicho peixe que bastava olhar o limo nas águas para saber se os peixes iam ou não caminhar.
SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Sexta-feira, dia de feira Nas águas claras do rio Beiradeira beirando a beira Provocando arrepio Cabelos encaracolados Beiradeira beirando o rio.
SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Hê! Anos setenta de melancolias e promessas de amor, com a trilha sonora da Banda Apollo. Um ensaio do Apollo, tinha lotação de público igual ou maior ao show. A Banda baiana da cidade de Xique-Xique recebia fãs em sua casa, vindos de todos os lugares, para assistir aos seus ensaios.
Deixe-me navegar No rio da integração Ver as águas passar Manejar remo n’água Ouvindo o pássaro cantar Deixe-me navegar No rio da integração Quero estar só Não me ver no espelho Ir pra bem longe, ligeiro Deixe-me navegar No rio da integração Subir e descer Sobre as águas trabalhar Deixe-me viver Deixe-me navegar No rio da integração Banhar-me n’água Não me ver a sombra d’água No sair da madrugada Deixe-me…
A Ilha de Cajaíba, que abrigou um engenho de cana no Brasil Colonial e serviu de residência para Mem de Sá, mantém a beleza e a imponência. No entanto, o casarão e o estábulo que pertencia ao coronel Saruê, na novela Velho Chico, da TV Globo, têm sinais claros de deterioração.
SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. TER UMA ÉGUA E SER PARTEIRA NA REGIÃO DO TABULEIRO A noite era de lua clara e um vento do lado norte balançava a paia seca do carnaubal. Eu já descansava o resto de esqueleto, numa cama de vara, quando o vento silenciou, deixando ecoar uma voz na banda esquerda da casa. “Celina!” Valha – me, minha Santíssima!
O SER-TÃO SÃO FRANCISCO Se tu fosses fino, Se tu fosses raso, Se tu fosses parado, Tu serias morto, Velho Chico! Tu és grosso, Tu és fundo, Tu és corrente, Tu és vivo, Velho Chico!
A MEMÓRIA SOCIAL DO CANGAÇO NO POVOADO DO MARACUJÁ, SERROLÂNDIA (BA) – 1930 KARINA DE SOUSA SILVA A todos os idosos e idosas que compartilharam suas preciosas memórias para realização deste trabalho, em especial à Vovó Geraldina, que sempre me contou as histórias do cangaço RESUMO Este trabalho tem como tema geral a memória social do cangaço na década de 1930.
Deocleciano Martins de Oliveira fez a cidade de Barra (BA) ficar mais bela e culta. Ele era torcedor e integrante do Riachuelo, uma das três agremiações com nomes de batalhas da Guerra do Paraguai que desfilam durante a festa de São João na cidade.
“O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente” – Gênesis 2:7. Do barro que os homens foram feitos, segundo a Bíblia, são produzidas peças artesanais divinas, em Barra (BA).
Hidroaviões aterrissavam no rio São Francisco, a locomotiva e os vagões dos trens de carga e de passageiros eram desengatados para serem transportados por ferry-boat de Sergipe para Alagoas. O cenário fantástico de Propriá, entre 1948 e 1980, tinha tudo a ver com os filmes que os cinemas existentes nesse período passavam em suas telas.
Trinta e cinco anos depois do fim da Guerra do Paraguai, os moradores da rua Jaguara, hoje Marechal Deodoro da Fonseca, e das imediações do Palácio Episcopal, na cidade de Barra (BA) criaram um grupo chamado União Central, e levantaram um mastro embandeirado.
O ônibus que faz a linha Salvador-Barra para de repente na estrada, após 13h30 de viagem. Os faróis do veículo da empresa Cidade Sol são a única iluminação. Um pouco adiante, se vê três pessoas, próximas a uma moita. “Por que parou? ”, pergunta um dos quatro passageiros que ainda estão no veículo após 12 paradas em cidades e povoados.
Este ano completa uma década que Dom Luiz Flávio Cappio, bispo da diocese de Barra (BA) fez pela segunda vez greve de fome em favor da revitalização do rio São Francisco e da população ribeirinha.
A notícia chega 43 quilômetros antes do destino. Em Japaratuba (SE), terra do artista plástico Arthur Bispo do Rosário, a coordenadora do Memorial Histórico Dr. Otávio Accioli Sobra, Magnólia Góis Menezes, informa que a Lagoa da Salomé, em Cedro de São João, uma das maiores do estado, está praticamente seca.
Se você é do tipo formal que quer informações sucintas vou lhe dar a alternativa de conhecer um pouco mais sobre a fotógrafa e designer Flávia Correia, 43 anos, que estreia hoje a exposição sobre o sertão alagoano, na seção Galeria, do site Meus Sertões. Basta acessar na internet a página http://www.flaviacorreia.com/sobre .
Dos mais de três séculos de história de Rodelas restaram apenas o grande caldeirão de lembranças do seu povo e a saudade, dor que não passa. Há 29 anos, a contragosto, os rodelenses protagonizaram uma triste festa de despedida.
A família do criador Josimar Alves da Silva, o Mazinho, 45 anos, tem duas fazendas. Uma na comunidade Riacho Fechado e outra no povoado de Xique-Xique, ambas em Macururé. Nas propriedades estão os rebanhos dele, dos irmãos e do pai, que dá a última palavra sobre o que fazer com os animais.