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Dossiê · Local · nº 1027

Rio São Francisco

Notícias232no arquivo
Primeira menção29 dez 2016mais antiga registrada
Última menção28 out 2026há 3 dias
Tom da cobertura6%·5%

Cronologia

20 nesta página
08 mai2018 · 07h00

A volta de Lalim

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Nos meados dos anos setenta e início dos anos oitenta, chegar de São Paulo vestindo calça boca de sino, um sapato salto plataforma, estilo cavalo-de-aço, cabelo black power tinha lá seu charme, ainda mais com um toca-fitas de alça ao lado.

04 mai2018 · 07h00

Lamento

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO “Nós beiradeiros deveríamos ter a consciência mais forte do que o poder do lugar. A naturalidade com que aceitamos a transformação do rio, parece até que o ser humano é quem está sendo destruído pelo rio.

27 abr2018 · 05h00

Prejuízo danado

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. “Henrique, moço. Que friagem é essa?” “É o vento mineiro. Hem! Dalto, quando bate essa refrega de vento, me dá uma saudade dos lances, na rede de arrasto…” “Boa coisa você tá lembrando, vazia ruim!

24 abr2018 · 07h00

Prosa na beirada

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. Nascer no interior é um privilégio medonho, e nascer no interior da Bahia, ah! isso é presente divino.

20 abr2018 · 12h10

Fumo grosso

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Andar sobre as águas do Velho Chico, sem-que-fazer, faz com que prestemos assunto a tudo e a todos. Certa feita, fiquei a observar o comportamento do beiradeiro diante de pessoas estranhas: À boca-da-noite, descia rio abaixo um barco com capota, motor de popa e casco de fibra.

17 abr2018 · 07h00

Perambulando

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO De primeiro, quando eu era moço andador, perambulava feito peixe nas primeiras águas. Nas andanças pelas comunidades ribeirinhas das barrancas do Velho Chico, podem-se ver paisagens contraditórias. No alto. Manhãzinha cedo, mulheres de saias arregaçadas, de pote à cabeça, vindas da fonte; meninos pançudos, brincando de rumar pedras nos bichos ou de mastigar barro.

13 abr2018 · 07h00

Dilemas

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO “Ê, Marreca Velha que dá coisa… E não é que encontrei cumpade Pedro de Zé de Mila, daí perguntei ele: Como é qui vai o bar cumpade?” “Ô, meu irimãozim, tá ruim…” “E o que foi, meu irimão.” “Antigamente era um diabo dum DDD.

10 abr2018 · 07h00

O bom pescador

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO O bom pescador não enjoa Pega o peixe e guarda na proa É mandim, é piau e surubim É dourado, é curimatá, é piranha e pirá É tambacu, é tambaqui e pacu É curimatã, é tucunaré e matrinchã. O bom pescador não enjoa Pega o peixe, descansa na croa Acende o fogo, abre a esteira Descansa na beira Namora a lua Adormece, sossega a moleira.

06 abr2018 · 07h00

Navalha na carne

Sotaque de um povo nas barrancas do Velho Chico Era uma noite quente e sombria. Na calada da noite a matraca corria solta, comendo no centro, matraque…matraque… catraque…catraque… João Mirou puxava a lamentação. Parando de estação em estação, em meio a benditos e Pais-Nossos.

27 mar2018 · 07h12

A homenagem

NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO No piloto do paquete, o vei Germano preocupado com o vento disse a João Durim: “João, rema senão vamos perder o balaio.” Ele, remando, preguiçosamente, com as mãos, respondeu lentamente: “Que nada Germano, aqui mesmo vai…” Enquanto isso, o garoto Chico de Aurélio Baia, recolhendo o peixe no calão da rede, proseia: “Eta!

23 mar2018 · 01h00

Eu vou voltar

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Vou voltar pra Xique-Xique, Meu sertão, São Paulo num fico não, Ai que saudade que dá, Quando toca um xote, Vou voltar, Pra atravessar rio a nado, Passar pro outro lado, Vou voltar Pra navegar no Velho Chico, Eu vou voltar, Por ser de lá, beiradeiro da beirada, Vou voltar, Deitar em rede de balanço, Se balançar, Nem vou me despedir,…

13 mar2018 · 07h00

Moça formosa

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Pelas barrancas do Velho Chico, Descalça vai para fonte, Leva pureza, Morena pelo Horizonte: Dispensa chinelo rasteiro, Vestido estampado, andar ligeiro; Nádegas frondosas, Cabelos encaracolados Da moça formosa.

09 mar2018 · 07h00

Ser beiradeiro é…

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Ser beiradeiro é em dias chuva fria poder comer o meu mingau de milho, ouvir galo cantar de manhã cedo, mesmo que seja no terreiro de alguém, e esquentar o corpo perto do borralho de um fogão de lenha, olhando a brancura do céu.

06 mar2018 · 00h37

Cão d´Água

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Faz tempo, ando buscando elementos que me deem um adjutório na tarefa de entender a formação da língua portuguesa no Brasil.

02 mar2018 · 07h00

A voz

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. Cresci ouvindo músicas e informações na difusora A Voz da Liberdade, rádio comunitária que propagava seu som através de alto-falantes pendurados nos postes de iluminação de Xique-Xique.

27 fev2018 · 07h00

A pescaria

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. Tão conhecedor das águas e ledor de todos os sestros e trejeitos do bicho peixe que bastava olhar o limo nas águas para saber se os peixes iam ou não caminhar.

23 fev2018 · 07h00

Bela beiradeira

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Sexta-feira, dia de feira Nas águas claras do rio Beiradeira beirando a beira Provocando arrepio Cabelos encaracolados Beiradeira beirando o rio.

20 fev2018 · 06h00

Banda Apollo

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Hê! Anos setenta de melancolias e promessas de amor, com a trilha sonora da Banda Apollo. Um ensaio do Apollo, tinha lotação de público igual ou maior ao show. A Banda baiana da cidade de Xique-Xique recebia fãs em sua casa, vindos de todos os lugares, para assistir aos seus ensaios.

16 fev2018 · 07h00

Navegar

Deixe-me navegar No rio da integração Ver as águas passar Manejar remo n’água Ouvindo o pássaro cantar Deixe-me navegar No rio da integração Quero estar só Não me ver no espelho Ir pra bem longe, ligeiro Deixe-me navegar No rio da integração Subir e descer Sobre as águas trabalhar Deixe-me viver Deixe-me navegar No rio da integração Banhar-me n’água Não me ver a sombra d’água No sair da madrugada Deixe-me…