Dona Dulcina
Se quisesse, poderia seguir carreira em Olinda, onde se formou professora, ou no Recife. Mas Dulcina Cruz Lima optou por voltar à vila do Rudela para, em 1933, comandar uma das primeiras escolas do lado baiano do médio São Francisco.
Se quisesse, poderia seguir carreira em Olinda, onde se formou professora, ou no Recife. Mas Dulcina Cruz Lima optou por voltar à vila do Rudela para, em 1933, comandar uma das primeiras escolas do lado baiano do médio São Francisco.
Deocleciano Martins de Oliveira fez a cidade de Barra (BA) ficar mais bela e culta. Ele era torcedor e integrante do Riachuelo, uma das três agremiações com nomes de batalhas da Guerra do Paraguai que desfilam durante a festa de São João na cidade.
“O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente” – Gênesis 2:7. Do barro que os homens foram feitos, segundo a Bíblia, são produzidas peças artesanais divinas, em Barra (BA).
Hidroaviões aterrissavam no rio São Francisco, a locomotiva e os vagões dos trens de carga e de passageiros eram desengatados para serem transportados por ferry-boat de Sergipe para Alagoas. O cenário fantástico de Propriá, entre 1948 e 1980, tinha tudo a ver com os filmes que os cinemas existentes nesse período passavam em suas telas.
No campo de batalha, a mais valente das soldadas transforma o perigo em uma sensação maravilhosa que só quem está dentro do fogo é capaz de sentir. Faíscas, chamas e explosões fazem Claudia Regina Damacena dos Santos ganhar mais coragem.
O ônibus que faz a linha Salvador-Barra para de repente na estrada, após 13h30 de viagem. Os faróis do veículo da empresa Cidade Sol são a única iluminação. Um pouco adiante, se vê três pessoas, próximas a uma moita. “Por que parou? ”, pergunta um dos quatro passageiros que ainda estão no veículo após 12 paradas em cidades e povoados.
Este ano completa uma década que Dom Luiz Flávio Cappio, bispo da diocese de Barra (BA) fez pela segunda vez greve de fome em favor da revitalização do rio São Francisco e da população ribeirinha.
O ambiente em que o escultor e babalorixá José Geraldo Machado da Silva, o Gerard, 64 anos, vive é mágico. Há uma intensa paz no local onde estão localizadas a casa, o ateliê e o terreiro Pai Xangô das Cachoeiras. Na entrada da propriedade, próxima ao balneário Cabeça de Touro, em Barra (BA), há pelo menos dez imagens na fachada.
A notícia chega 43 quilômetros antes do destino. Em Japaratuba (SE), terra do artista plástico Arthur Bispo do Rosário, a coordenadora do Memorial Histórico Dr. Otávio Accioli Sobra, Magnólia Góis Menezes, informa que a Lagoa da Salomé, em Cedro de São João, uma das maiores do estado, está praticamente seca.
Se você é do tipo formal que quer informações sucintas vou lhe dar a alternativa de conhecer um pouco mais sobre a fotógrafa e designer Flávia Correia, 43 anos, que estreia hoje a exposição sobre o sertão alagoano, na seção Galeria, do site Meus Sertões. Basta acessar na internet a página http://www.flaviacorreia.com/sobre .
Dos mais de três séculos de história de Rodelas restaram apenas o grande caldeirão de lembranças do seu povo e a saudade, dor que não passa. Há 29 anos, a contragosto, os rodelenses protagonizaram uma triste festa de despedida.
Na casa do criador de cabras e ovelhas Maurício Pereira dos Santos, 74 anos, as visitas não saem sem beber um copo de leite de cabra fervido em panela de barro, no fogão a lenha. Saborosa, a bebida ainda recebe uma pitada de sal.
O auxiliar de enfermagem Genivaldo Bernardes dos Santos, 57 anos, improvisou um motor de motocicleta para servir de bomba hidráulica e puxar a água de um dos poços da Fazenda Rebolão, que herdou dos pais, em Chorrochó. Ao acionar a máquina, as cabras e ovelhas espalhadas pela caatinga se guiam pelo barulho e correm para o bebedouro.
A médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda colheu depoimento interessante do pescador Reginaldo Souza, em Xique-xique (BA), acerca de lendas e histórias do rio São Francisco.
“Bendita e louvada seja esta romaria/ Bendito o povo que marcha/ bendito o povo que marcha/ tendo Cristo como guia”… O canto do Zé Vicente (Bendito dos Romeiros) se tornou um hino e, toda vez que ouço, tenho boas recordações da Romaria da Terra e das Águas do Bom Jesus da Lapa, Para quem não sabe, há 38 anos o Santuário do Bom Jesus, em Bom Jesus da Lapa, na…