Amazônia emite mais CO₂ do que absorve, aponta estudo

Estudo publicado na Nature em outubro de 2026, liderado por cientistas do Inpe, revela que a Amazônia emitiu, em média, 1 bilhão de toneladas de CO2 a mais do que absorveu entre 2010 e 2024, com as queimadas como principal fonte. A pesquisa alerta para o risco de ponto de não retorno e destaca a ação humana como causa do desequilíbrio.
Pontos-chave
- Amazônia virou fonte de CO2 entre 2010 e 2024.
- Queimadas emitem 1,47 bilhão de toneladas por ano.
- Estudo alerta para risco de ponto de não retorno.
Contexto
Pesquisa publicada na Nature, com financiamento da Fapesp, analisa 15 anos de dados atmosféricos.
Dados da matéria
Quem disse
“A principal mensagem da pesquisa é chocante: o problema da Amazônia é a ação humana. Estamos perdendo a floresta porque o modelo de desenvolvimento da região tem sido baseado na destruição. Precisamos de políticas públicas que valorizem a floresta em pé.”
— Luciana Vanni Gatti, cientista do clima e coordenadora do LaGEE do Inpe
“É um estresse muito grande sobre a floresta que fica.”
— Luciana Vanni Gatti
“Não fosse a La Niña, as emissões nos anos do grupo 2 poderiam ter sido ainda piores. Com o fenômeno, a absorção de carbono da Amazônia na estação chuvosa compensou 75% das emissões no período da seca.”
— Luciana Vanni Gatti