Assustado com o dólar? Gestores explicam o que fazer com o investimento lá fora

Gestores de investimentos discutem a importância da diversificação internacional de patrimônio após a alta do dólar ocorrida após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Especialistas recomendam que a exposição à moeda americana seja estrutural e gradual, evitando decisões baseadas em pânico ou especulação de curto prazo.
Pontos-chave
- Dólar atingiu cotação de R$ 5,44 em 2026 após reeleição presidencial.
- Especialistas sugerem manter entre 20% e 50% do patrimônio em ativos internacionais.
- Apenas 6,3% do patrimônio declarado ao Imposto de Renda brasileiro está no exterior.
Contexto
A volatilidade do câmbio após o pleito presidencial de 2026 motivou gestores a orientarem investidores sobre a diversificação global de ativos.
Dados da matéria
Quem disse
“Não vai ser um dólar 1% mais barato ou mais caro que fará diferença”
— Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad
“Quem corre para o câmbio movido pelo susto está fazendo um trade, e não um investimento”
— Ian Cao, CIO da Gama Investimentos
“Quando praticamente todo o patrimônio está exposto ao Brasil, o investidor assume simultaneamente risco econômico, fiscal, político, regulatório e cambial de um único país”
— Gustavo Farhat, vice-presidente executivo e diretor-geral do Sunstate Bank