BoJ tenta estimular economia do Japão há muito tempo, diz economista

O Banco do Japão manteve a taxa básica de juros em 1,25% ao ano, decisão esperada pelo mercado, mas o comunicado reforçou apostas de alta para dezembro. A economista Marilia Fontes analisou o contexto histórico de estímulos desde 2013, destacando que dados recentes mostram crescimento de salários e consumo, embora a inflação de 2,1% esteja acima da meta. Ela alertou para riscos de aperto monetário acelerado, dado o histórico de deflação no país.
Pontos-chave
- BoJ mantém juros em 1,25% ao ano.
- Mercado projeta alta para 1,5% em dezembro.
- Inflação japonesa está em 2,1%, acima da meta.
Contexto
O Japão enfrentou décadas de deflação e estímulos desde 2013, com juros negativos que alimentaram operações de carry trade global.
Dados da matéria
Quem disse
“O BoJ sofreu durante muito tempo com uma necessidade de aumentar estímulos, de aumentar a atividade econômica, com um risco de deflação.”
— Marilia Fontes, economista
“O crescimento do salário real está aumentando, o crescimento do consumo também, e isso tudo dá suporte para que o BoJ pense em voltar a taxa de juros para o nível do juro neutro.”
— Marilia Fontes, economista
“O aumento de juros lá tem que ser feito com muita cautela, porque eles sofreram mais de duas décadas com deflação e atividade fraca.”
— Marilia Fontes, economista