Clima agrava fome no NE e mulheres negras são as mais afetadas

Boletim do Centro Brasileiro de Justiça Climática (CBJC), divulgado no Dia Mundial da Alimentação, aponta que a crise climática agrava a fome no Brasil, afetando mais de 8 milhões de pessoas, com destaque para mulheres negras do Norte e Nordeste. O estudo relaciona eventos extremos, como secas e enchentes, à insegurança alimentar e propõe políticas integrando justiça climática e alimentar.
Pontos-chave
- Boletim do CBJC liga clima à fome.
- Mulheres negras são as mais afetadas.
- Mais de 8 milhões passam fome no país.
Contexto
Dia Mundial da Alimentação, criado pela FAO em 1981, marca a data de fundação da organização em 1945.
Dados da matéria
Quem disse
“A fome no Brasil não é apenas uma questão de quantidade de comida. Ela é um reflexo direto das desigualdades históricas que ainda persistem em nosso país.”
— Junior Aleixo, coordenador de pesquisa do CBJC
“Os pequenos agricultores são os primeiros a sentir o impacto das mudanças climáticas, o que reduz a oferta de alimentos e aumenta os preços para toda a população.”
— Andréia Coutinho, diretora executiva do CBJC
“A justiça climática está intrinsecamente ligada à justiça alimentar. Se não enfrentarmos as causas estruturais da desigualdade, não conseguiremos garantir o direito humano à alimentação adequada para todos.”
— Andréia Coutinho, diretora executiva do CBJC