CMA: ‘Tarifaço’ afeta soberania, enquanto terras-raras oferecem riscos e oportunidades
Em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente do Senado (CMA), senadores e especialistas debateram o impacto do tarifaço dos EUA sobre a soberania nacional e as oportunidades e riscos da exploração de terras-raras no Brasil. A senadora Leany Lemos criticou a política comercial americana, enquanto pesquisadores destacaram a necessidade de industrialização e salvaguardas ambientais.
Pontos-chave
- Audiência da CMA discute tarifaço dos EUA e terras-raras.
- Senadora Leany Lemos critica estratégia de dominância dos EUA.
- Brasil tem segunda maior reserva mundial de terras-raras.
Contexto
A audiência ocorre em meio a tarifas impostas pelos EUA desde 2025, afetando exportações brasileiras.
Dados da matéria
Quem disse
“Estamos falando de soberania nacional e do direito e do dever de decidirmos livremente os nossos caminhos e o destino das nossas riquezas. Os Estados Unidos se posicionam, neste momento histórico, com uma estratégia de dominância talvez inédita.”
— Leany Lemos, senadora (PSB-DF)
“O Brasil tem déficit comercial com os EUA desde 2008. É uma estratégia eleitoral, ideológica e comportamental que não se sustenta, em que tudo pode acontecer amanhã.”
— Renato Baumann, pesquisador do Ipea
“O processamento exige bastante energia e bastante água. É algo poluente e pode criar conflitos sociais e econômicos onde esse processamento estiver localizado. O único jeito de o Brasil ser ganhador não é ter as terras-raras no subsolo, mas é transformar o recurso mineral em capacidade industrial.”
— Luíza Gimenez Cerioli, doutora em ciência política