Como criar meninos sob a ótica da igualdade de gênero

A reportagem aborda a criação de meninos sob a ótica da igualdade de gênero, a partir do debate gerado pela minissérie 'Adolescência' da Netflix. Especialistas como Luciano Ramos, Nana Queiroz e Belinda Mandelbaum discutem a influência de influenciadores misóginos, como Andrew Tate, e a necessidade de conversar com os adolescentes sem julgamento, oferecendo modelos positivos de masculinidade.
Pontos-chave
- Especialistas debatem criação de meninos para igualdade de gênero.
- Influenciadores misóginos como Andrew Tate são citados como influência negativa.
- Pais devem conversar sem julgamento e oferecer modelos positivos.
Contexto
A minissérie 'Adolescência' da Netflix gerou debates sobre masculinidade e infância nas redes sociais.
Dados da matéria
Quem disse
“É muito cruel com o próprio adolescente se a gente pensar nesses meninos de 12 a 14 anos. Eles estão atrás de uma masculinidade inalcançável, baseada no machismo e no poder e que se manifesta pela violência.”
— Luciano Ramos, embaixador da campanha 'Homens Positivamente' da Unesco
“A grande armadilha do red pill é vender um passado brilhante em que os homens eram livres, poderosos, seguros e amados. Esse passado nunca existiu.”
— Nana Queiroz, autora de 'Os Meninos São a Cura do Machismo'
“Estamos rodeados de estímulos que podem ser disparadores dessa conversa.”
— Belinda Mandelbaum, psicanalista e professora titular no Instituto de Psicologia da USP