Conservação costeira e marinha precisa avançar

Pesquisa da UFC e IFCE aponta que, apesar do Brasil ter ampliado áreas protegidas costeiras e marinhas, a maioria é de uso sustentável, com baixa proteção efetiva. No Nordeste, apenas 12% das UCs são de proteção integral, e espécies como a Bacopa cochlearia estão ameaçadas pela ocupação urbana.
Pontos-chave
- Brasil ampliou áreas protegidas, mas maioria é de uso sustentável.
- Apenas 3,5% da costa marinha tem proteção integral.
- Espécies endêmicas como Bacopa cochlearia ameaçadas por ocupação urbana.
Contexto
Metas de Aichi da ONU estabeleceram que países devem proteger 10% das zonas costeiras e marinhas até 2020.
Dados da matéria
Quem disse
“A motivação para este estudo surgiu da inquietação em compreender como o Brasil progrediu ao longo do tempo nessas questões, uma vez que diversos autores apontam falhas significativas na qualidade da proteção.”
— Ingrid H’Oara, professora do IFCE
“as principais constatações indicam que o Brasil teve avanços significativos na ampliação da cobertura de seu território por APs. No entanto, a maioria dessas áreas pertence à categoria de Área de Proteção Ambiental (APA), que apresenta menor grau de proteção legal.”
— Ingrid H’Oara, professora do IFCE