Coordenador de Povos de Terreiro da SEPROMI rebate fala de Pablo Marçal sobre religiões de matriz africana
O coordenador executivo de Políticas para Povos de Terreiro da SEPROMI, Tiago Henrique Batista, rebateu declarações de Pablo Marçal que associaram religiões de matriz africana ao fracasso. Em entrevista, Marçal disse que 'se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai' e que 'todo macumbeiro é um derrotado na vida'. Tiago classificou as falas como racismo religioso e pediu responsabilização legal.
Pontos-chave
- Pablo Marçal fez declarações pejorativas sobre religiões de matriz africana.
- Coordenador da SEPROMI rebateu e classificou como racismo religioso.
- Tiago Henrique pediu apuração e responsabilização de Marçal.
Contexto
Declarações de Pablo Marçal geram reação de órgão oficial de promoção da igualdade racial na Bahia.
Dados da matéria
Quem disse
“Não se trata apenas de uma fala infeliz ou de uma provocação. Quando alguém transforma milhões de pessoas, suas crenças e suas tradições em sinônimo de fracasso, está reproduzindo uma lógica histórica de racismo religioso.”
— Tiago Henrique Batista, coordenador executivo de Políticas para Povos de Terreiro da SEPROMI
“A Bahia não precisa ser Dubai para ser grande. A nossa riqueza também está na nossa história, na nossa cultura, na nossa ancestralidade e na capacidade dos povos negros de preservar seus saberes.”
— Tiago Henrique Batista
“Pablo Marçal precisa ser responsabilizado nos termos da lei. A liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não pode ser utilizada como escudo para práticas de intolerância religiosa.”
— Tiago Henrique Batista