Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior
Estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) da FEA-USP, lançado nesta semana, indica que cortes ou estagnação em benefícios sociais e previdenciários podem causar retração severa na economia de municípios do interior do Brasil. O levantamento projeta quedas na renda agregada entre 6,8% e 10,8% e aumento da pobreza em até 2,7 milhões de pessoas fora das regiões metropolitanas.
Pontos-chave
- Benefícios representam até 40% da renda no interior cearense
- Sem reajustes, renda agregada cairia até 10,8%
- 2,7 milhões poderiam entrar na pobreza
Contexto
Estudo compara cenários de reajustes entre 2019-2022 e 2022-2025
Dados da matéria
Quem disse
“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local, garante empregos e mantém a arrecadação municipal ativa.”
— Luiza Nassif, co-diretora do Made-USP
“Isso geraria uma reação em cadeia na atividade econômica que atinge inclusive as famílias que não dependem do socorro público.”
— Luiza Nassif, co-diretora do Made-USP
“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza.”
— Luiza Nassif, co-diretora do Made-USP