Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior
Estudo do Made/FEA-USP indica que cortes ou estagnação de benefícios sociais e previdenciários podem causar retração econômica severa em municípios do interior do Brasil. As transferências representam até 40% da renda nessas cidades, e a falta de reajuste real poderia empurrar 2,7 milhões de pessoas para a pobreza.
Pontos-chave
- Estudo do Made/USP projeta retração de até 10,8% na renda do interior.
- Benefícios representam 40% da renda em cidades fora de metrópoles.
- Sem reajuste, 2,7 milhões entrariam na pobreza.
Contexto
Estudo compara cenários de reajuste real entre 2022-2025 com congelamento de 2019-2022.
Dados da matéria
Quem disse
“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local, garante empregos e mantém a arrecadação municipal ativa.”
— Luiza Nassif, economista, professora da Unicamp e pesquisadora do Made
“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza.”
— Luiza Nassif, economista, professora da Unicamp e pesquisadora do Made
“Manter a valorização real da previdência, do BPC e dos programas de transferência de renda é a garantia mínima de dignidade para as famílias e de sobrevivência para o comércio local no Brasil profundo.”
— Luiza Nassif, economista, professora da Unicamp e pesquisadora do Made