Defensoria do Amazonas cobra soluções de moradia para famílias desabrigadas após reintegração de posse no Santa Etelvina

A Defensoria Pública do Amazonas cobrou do Município de Manaus alternativas de moradia para cerca de 120 famílias desabrigadas após reintegração de posse no bairro Santa Etelvina. A instituição aponta irregularidades na operação, como a falta de comunicação prévia e de planejamento habitacional para os atingidos.
Pontos-chave
- Cerca de 120 famílias foram desabrigadas em operação de reintegração de posse.
- Defensoria Pública do Amazonas alega falhas na articulação e falta de moradia alternativa.
- Moradores afirmam pertencer a diversas etnias indígenas e não receberam documentos oficiais.
Contexto
A operação de reintegração de posse ocorreu no bairro Santa Etelvina, em Manaus, sob a responsabilidade do Município.
Dados da matéria
Quem disse
“Nosso trabalho, neste primeiro momento, é garantir acolhimento e buscar alternativas para essas pessoas.”
— Thiago Rosas, defensor público e coordenador do Numaf
“Foi desesperador ver tudo aquilo acontecendo e, depois, ter que lidar com a situação de tantas famílias que ficaram sem ter para onde ir.”
— Geiziane Pimenta, cacica
“o cumprimento de uma decisão judicial deve respeitar as garantias fundamentais das pessoas atingidas”
— Carlos Almeida, defensor público titular da 1ª DPEIC