Derrubar canal com eleitores limita mobilização, dizem especialistas
Especialistas em direito digital criticam a decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, de derrubar o canal 'Exército do Lula' no WhatsApp, que foi revertida horas depois. Eles avaliam que a medida limita a mobilização de eleitores no segundo turno e extrapola o combate à desinformação. A decisão foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, que liberou o caso para o plenário do Tribunal.
Pontos-chave
- TSE derrubou canal de Lula no WhatsApp, mas decisão foi revertida.
- Especialistas criticam medida como desproporcional e política.
- Caso será analisado pelo plenário do TSE.
Contexto
Decisão ocorre às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, com disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Dados da matéria
Quem disse
“O fato de o TSE ter considerado que esse canal não deveria existir neste momento é uma potencial tentativa de restrição de mobilização de apoiadores do presidente Lula.”
— Bruna Santos, gerente de políticas públicas da Witness
“O rótulo 'fake news' não pode servir de justificativa genérica para suprimir um espaço de organização orgânica e legítima durante o pleito.”
— Henrique Sampaio, coordenador de redes sociais da CTRL+Z
“A remoção mensagem a mensagem não protege o eleitor nesse ambiente. A atualização chega a mais de três milhões de aparelhos no instante em que é publicada.”
— Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE