Documento oficial desmente Flávio Bolsonaro sobre patrocínio de R$ 62 milhões para filme Dark Horse

O liquidante do Banco Master informou à Câmara dos Deputados que não há registros de patrocínio ao filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A declaração contradiz a versão do senador Flávio Bolsonaro. A Polícia Federal investiga a origem de R$ 62 milhões que passaram por doleiros e empresas offshore.
Pontos-chave
- Liquidante do Banco Master nega repasses financeiros para a produção do filme Dark Horse.
- Flávio Bolsonaro alega ter intermediado patrocínio privado, mas não apresenta contrato formal.
- PF identificou que recursos passaram por doleiro e empresa de fachada para os EUA.
Contexto
Investigação sobre a origem opaca de R$ 62 milhões destinados à cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Dados da matéria
Quem disse
“não foram encontrados documentos, registros contábeis ou contratuais que evidenciem a realização de operações destinadas ao financiamento, patrocínio ou aporte de recursos para a produção cinematográfica mencionada”
— Eduardo Bianchini, liquidante da massa falida do Banco Master
“jamais aceitaria participar de uma operação com esse viés em razão do elevado risco reputacional para seu portfólio de empresas.”
— Antônio Carlos Freixo Júnior