Dólar alto após eleições se soma a El Niño e ameaça inflação

A alta do dólar após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, combinada aos efeitos do El Niño, gera alertas de inflação para 2026 e 2027. Economistas revisam projeções do IPCA para cima devido a riscos fiscais e custos de alimentos. O Banco Central monitora a meta de 3% sob pressão cambial e climática.
Pontos-chave
- Dólar atingiu R$ 5,447 após reeleição de Lula, elevando riscos inflacionários.
- Fenômeno El Niño pressiona preços de alimentos e commodities agrícolas.
- Economistas preveem IPCA acima da meta do Banco Central para 2026 e 2027.
Contexto
Cenário econômico brasileiro pós-eleitoral com foco em ajuste fiscal e impactos climáticos na produção.
Dados da matéria
Quem disse
“Quase tudo responde ao câmbio, em maior ou menor grau, mas tem alguns candidatos [principais], como os preços de combustíveis, alimentos e alguns bens duráveis.”
— Fábio Romão, economista da consultoria 4intelligence
“Não é só uma inflação preocupante em 2026. Começa a ficar preocupante também para 2027”
— Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados
“O governo precisa entender que, se não agir com urgência no fiscal, a situação econômica vai se deteriorar de forma rápida”
— Solange Srour, diretora de macroeconomia para Brasil do UBS GWM