Em meio à luta pelo rio Tapajós, mulheres indígenas enfrentam ameaças

Povos indígenas ocupam o porto da empresa Cargill em Santarém/PA desde 22 de janeiro para protestar contra o Decreto nº 12.600/2025, que privatiza trechos de rios amazônicos. Lideranças femininas relatam ameaças e intimidações, enquanto o Ministério Público Federal investiga um atentado contra as barricadas ocorrido em fevereiro.
Pontos-chave
- Indígenas protestam contra a privatização de hidrovias nos rios Tapajós, Tocantins-Araguaia e Madeira.
- Lideranças femininas como Alessandra Korap Munduruku e Auricelia Arapiun enfrentam ameaças e hostilidades.
- O Ministério Público Federal recomenda não utilizar força policial contra a ocupação em Santarém.
Contexto
O Decreto nº 12.600/2025 incluiu hidrovias amazônicas no Programa Nacional de Desestatização para favorecer o escoamento do agronegócio via Arco Norte.
Dados da matéria
Quem disse
“Nós temos sim sofrido ameaças. Nossos jovens que estão na frente fazendo a nossa segurança tem colocado em risco a própria vida deles”
— Auricelia Arapiun, liderança indígena
“O meu posicionamento é público contra qualquer tipo de privatização, sobretudo quando se trata dos nossos territórios, rios e florestas”
— Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas
“Se for abaixar a cabeça por conta das ameaças, a gente sai nem de casa.”
— Alessandra Munduruku, liderança feminina