Estudantes goianos são premiados por desenvolverem solução para proteger peças arqueológicas contra fungos

Oito estudantes do Sesi Canaã, em Goiânia, com idades entre 11 e 13 anos, desenvolveram o Pro-Bee, um composto à base de cera de abelha e extrato de cravo-da-índia para proteger artefatos arqueológicos de fungos. O projeto foi apresentado na FIRST LEGO League Asia Pacific Open Championship, em Sydney, na Austrália, onde a equipe conquistou dois prêmios, incluindo o Champion Award. A pesquisa contou com orientação de profissionais de química, biologia, arqueologia e conservação.
Pontos-chave
- Estudantes de Goiânia criam composto contra fungos em peças arqueológicas.
- Projeto Pro-Bee usa cera de abelha e cravo-da-índia.
- Equipe venceu dois prêmios em competição na Austrália.
Contexto
A robótica integra o ensino fundamental do Sesi Canaã desde 2010, incentivando projetos científicos.
Dados da matéria
Quem disse
“Encontramos informações sobre a contaminação de artefatos arqueológicos pelo fungo Aspergillus. Depois de entender melhor o problema e reunir dados, começamos a buscar uma solução que tivesse baixo custo, fosse fácil de aplicar, apresentasse baixa toxicidade e, ao mesmo tempo, tivesse uma base científica sólida.”
— Bianca de Sousa Viana, estudante
“Não existe uma quantidade exata, porque estamos sempre testando e fazendo melhorias. Sempre que realizamos alguma mudança no robô, fazemos uma sequência de 10 testes. Se funcionar corretamente nas 10 tentativas, entendemos que a mudança foi eficiente.”
— Maria Flor de Oliveira Fernandes Lima, estudante
“Na robótica, errar faz parte do processo. Nosso projeto inicial nem se parece com o final. Uma estratégia que parecia excelente pode não funcionar no teste, e um mecanismo pode precisar ser reconstruído várias vezes.”
— Rafaella Soares, professora de Biologia