INSS tem quase metade dos servidores em trabalho remoto; governo quer rever modelo

O INSS e o Ministério da Previdência Social planejam revisar as regras do teletrabalho para ampliar o atendimento presencial nas agências. Quase metade dos servidores atua remotamente, e o fechamento de agências tem levado segurados a intermediários. A mudança deve ser gradual a partir de 2026.
Pontos-chave
- Quase metade dos servidores do INSS trabalha remotamente.
- Governo quer ampliar atendimento presencial e rever modelo.
- Fechamento de agências favorece intermediários e escritórios.
Contexto
O INSS adotou amplamente o teletrabalho durante a pandemia de Covid-19, mas o atendimento presencial não foi totalmente retomado.
Dados da matéria
Quem disse
“A ideia é o pessoal voltar para as agências. Voltar não para fazer fila como era antes, porque isso ninguém quer. Mas que a gente faça pelo menos o primeiro contato, ou que o cumprimento da exigência colocada pelo INSS possa ter o atendimento presencial.”
— Gilberto Waller Jr., presidente do INSS
“Tem lugares com tabela de preço. Custa R$ 150,00 protocolar um Atestmed. Custa R$ 400,00 um requerimento de aposentadoria. E a culpa disso é do Estado. O INSS entregou essas pessoas à sorte.”
— Adroaldo Portal, secretário-executivo do Ministério da Previdência
“Quando você tira o servidor que está em condição de trabalho adaptada e leva para um lugar onde a estrutura não está equivalente, é possível que a produtividade inclusive caia.”
— Tiago Silva, presidente do SINSSP