Jóqueis lutam para manter esporte ameaçado por ausência absoluta de sucessores

Jóqueis veteranos do Hipódromo da Lagoinha, em Goiânia, alertam para a falta de sucessores na profissão. O esporte enfrenta crise e risco de desaparecimento, com apenas dois hipódromos ativos na região. Eles destacam a técnica, o afeto com os cavalos e os riscos da atividade.
Pontos-chave
- Jóqueis veteranos relatam falta de aprendizes no Hipódromo da Lagoinha.
- Profissão exige técnica, sensibilidade e enfrenta riscos de acidentes.
- Esporte tenta se recuperar de crise com esperança de renascimento.
Contexto
O turfe brasileiro já teve era de ouro, mas hoje enfrenta crise e fechamento de hipódromos.
Dados da matéria
Quem disse
“Você também tem que ganhar força nas pernas. Em nenhum momento seu corpo pode tocar o lombo do cavalo.”
— William José Souza
“É muito importante ficar imóvel o máximo possível depois do acidente. Se o jóquei se movimentar demais depois da queda, ele pode piorar a situação.”
— Wilson Natal Pereira
“Montei um cavalo bravo no Rio de Janeiro. Não conhecia direito. Torcia o pescoço, não aceitava a embocadura. Era um páreo com 17 (animais). Estava em terceiro. Tentei me posicionar mais para fora para acalmar o cavalo. Fui fechado. Caí e quebrei três dedos do pé.”
— Jesim Gouveia