Levante indígena mantém mobilização no Tapajós

Povos indígenas mantêm acampamento em Santarém/PA contra a dragagem do rio Tapajós, apesar do anúncio do governo federal sobre o recuo da atividade. As lideranças alegam que suas reivindicações, incluindo a revogação do decreto 12.600/2025, não foram atendidas. O conflito insere-se no contexto do projeto Arco Norte e da expansão de hidrovias na região.
Pontos-chave
- Indígenas mantêm acampamento em Santarém/PA exigindo a revogação do decreto 12.600/2025.
- Governo Federal suspendeu pregão de dragagem, mas lideranças consideram a medida insuficiente.
- Empresa DTA Engenharia, líder do pregão, possui multas ambientais do Ibama.
- Projeto Arco Norte visa transformar a região em corredor de exportação de commodities.
Contexto
A mobilização ocorre no contexto do projeto Arco Norte, que busca integrar a infraestrutura logística da Amazônia para exportação de grãos e minérios.
Dados da matéria
Quem disse
“a suspensão para a gente não é nada. É somente para enganar o povo. O nosso acampamento continua”
— Alessandra Munduruku, liderança indígena
“nenhum ponto da nossa pauta foi acatado, a exemplo da revogação do decreto 12.600/2025”
— Lucas Tupinambá, liderança indígena
“Até o momento o ministro Boulos não se manifestou. O que o governo tem proposto não serve para os povos indígenas.”
— Cacique Gilson Tupinambá