Mais de vinte anos após a Lei 10.639, racismo religioso ainda é realidade nas escolas
Reportagem aborda casos de racismo religioso em escolas de Vitória da Conquista, Bahia, como o de Lara Fábia dos Santos, estudante de candomblé que sofreu piadas, e de Miguel Lorenzo, agredido por colegas. Especialistas apontam que a Lei 10.639/2003, que obriga o ensino de história afro-brasileira, ainda é pouco aplicada, com mais de 70% dos municípios sem implementá-la.
Pontos-chave
- Estudante Lara sofreu racismo religioso em colégio estadual.
- Criança Miguel foi agredida por colegas em van escolar.
- Mais de 70% dos municípios não aplicam a Lei 10.639.
Contexto
Lei 10.639/2003 completa mais de 20 anos, mas racismo religioso persiste nas escolas brasileiras.
Dados da matéria
Quem disse
“A gente já evitava usar roupa de terreiro para não sofrer racismo religioso.”
— Lara Fábia dos Santos, estudante
“Esse racismo religioso é tão forte, é tão impregnado na nossa cultura, que faz com que as pessoas que seguem essas religiões sejam desumanizadas, sendo colocadas como pessoas más.”
— Jancileide Souza dos Santos, professora
“Xangô, Orixá da justiça, dos raios e dos trovões.”
— Miguel Lorenzo, criança