Mapa dos efeitos do El Niño na agricultura brasileira é redesenhado por especialistas
Especialistas analisam como o fenômeno El Niño redistribui chuvas e calor, impactando a produção agrícola brasileira. Enquanto o Sul tende a ter maior volume de chuvas, as regiões Norte e Nordeste enfrentam riscos de seca, exigindo adaptações técnicas no manejo do solo e das culturas.
Pontos-chave
- El Niño redistribui água e energia, afetando produtividade regionalmente no Brasil.
- Probabilidade de fenômeno 'muito forte' entre 2026 e 2027 supera 90%.
- Fatores como tipo de solo e manejo definem se haverá ganho ou perda.
Contexto
O setor agrícola representa 25% do PIB nacional, tornando-se altamente vulnerável a oscilações climáticas extremas.
Dados da matéria
Quem disse
“Para nós, fornecedores de cana, um El Niño forte significa que as mudanças climáticas vão afetar diretamente o nosso negócio e o nosso bolso.”
— Francisco César Urenha, diretor-presidente executivo da Copercana
“O El Niño não adiciona nem subtrai produtividade de forma uniforme pelo país. Ele redistribui água e energia”
— Fábio Marin, professor da Esalq-USP
“O efeito depende não somente da cultura mas também do tipo de solo , da drenagem , da topografia e do sistema de produção”
— Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, professor da Esalq-USP