Mesmo com leis de acessibilidade, pessoas surdas têm acesso limitado à cultura em Conquista
Pessoas surdas em Vitória da Conquista enfrentam falta de acessibilidade em eventos culturais, como shows e festivais, apesar das leis que garantem intérpretes de Libras. Relatos citam a negação de contratação de profissionais no Conquista Sound Music e a falta de tradução no Festival FAVE. A comunidade surda e intérpretes cobram o cumprimento da legislação e melhores condições de trabalho.
Pontos-chave
- Faltam intérpretes de Libras em eventos culturais em Conquista.
- Leis de acessibilidade não são cumpridas por organizadores privados.
- Comunidade surda e intérpretes cobram inclusão e valorização profissional.
Contexto
Leis como a Lei Brasileira de Inclusão e a Lei 10.436/2002 reconhecem a Libras, mas a fiscalização é falha.
Dados da matéria
Quem disse
“Não só os surdos, como todas as pessoas com deficiência, precisam também de condições para participar de eventos com qualidade”
— Camila Pereira, jovem surda
“Qualquer ambiente precisa ter intérprete de Libras. Os surdos estão em todos os lugares. Também temos nossos artistas preferidos e, quando eles estão se apresentando e o show não tem acessibilidade, ficamos tristes. Queremos eventos preparados para nós”
— Ruth Ellen Santana, pessoa surda
“É vergonhoso a associação de surdos enviar ofício solicitando profissionais de Libras para um evento e eles responderem perguntando: 'qual é a quantidade de surdos que já compraram o ingresso?'. Isso importa?”
— Jaqueline França, gerente da Central de Interpretação de Libras (CIL) de Conquista