Não é frescura nem mania: o diagnóstico de autismo na vida adulta
A reportagem aborda o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos no Brasil, destacando o fenômeno da camuflagem social (masking) que esconde sintomas. A neuropsicóloga Andreza Mota explica sinais como rigidez, hipersensibilidade e exaustão pós-social, além do alívio após o laudo. Dados do IBGE indicam mais de 400 mil autistas na Bahia, com estimativa de 6 milhões no país.
Pontos-chave
- Diagnóstico de TEA em adultos é mascarado por camuflagem social.
- Neuropsicóloga Andreza Mota explica sinais e burnout autista.
- IBGE: 400 mil autistas na Bahia; 6 milhões no Brasil.
Contexto
Crescimento de diagnósticos de TEA em adultos, com mudança de critérios clínicos e maior conscientização.
Dados da matéria
Quem disse
“No ambiente de trabalho e nas relações sociais, o adulto autista força o contato visual, decora roteiros de conversa e treina reações para se ajustar ao padrão neurotípico. É um esforço cognitivo monumental.”
— Andreza Mota, neuropsicóloga
“O sentimento predominante é de alívio. A pessoa finalmente entende que não é 'estragada' ou 'inadequada', mas que possui um cérebro que processa o mundo de outra forma.”
— Andreza Mota, neuropsicóloga