O país improvável que virou um polo da corrida global da IA

A Malásia tornou-se um centro estratégico para data centers de inteligência artificial, atraindo investimentos bilionários de empresas dos Estados Unidos e da China. O país aproveita sua neutralidade geopolítica e custos baixos, permitindo que companhias chinesas acessem chips avançados da Nvidia fora de seu território, contornando restrições americanas.
Pontos-chave
- Malásia atrai gigantes como Microsoft, Google e ByteDance para construção de data centers.
- Empresas chinesas usam a Malásia para acessar chips Nvidia proibidos na China.
- Governo malaio impõe novas regras ambientais para conter consumo de água e energia.
Contexto
Tensões comerciais entre EUA e China levaram à criação de centros de processamento de dados em países neutros para contornar sanções tecnológicas.
Dados da matéria
Quem disse
“É algo impressionante e difícil até de imaginar. Todo mundo está vindo para cá.”
— Steven Tan, CEO da Pro3c
“O que torna a Malásia tão especial para essa onda da IA é justamente sua posição neutra e não alinhada.”
— Lee Ting Han, integrante do governo de Johor
“É uma enorme lacuna nos controles de exportação que ninguém corrigiu.”
— Jimmy Goodrich, pesquisador da Universidade da Califórnia em San Diego