O tempo em que um sininho anunciava a felicidade gelada; Por Sérgio Jaborandy

Antes dos freezers iluminados, dos sorvetes importados e das embalagens coloridas que hoje disputam espaço nas vitrines, Fortaleza conheceu um tempo em que a felicidade chegava devagar, empurrada por um carrinho de picolé que avançava pelas ruas de calçamento, sob o sol inclemente da cidade. Nos anos 1960, os picolés eram, em sua maioria, produtos simples, quase artesanais.
Pontos-chave
- Faziam-se com água, açúcar e refrescos de frutas, muitas vezes preparados com o inseparável Q-Suco, depois congelados em formas metálicas.
- Eram duros, cristalizados, derretiam rapidamente sob o calor de Fortaleza e deixavam marcas não apenas nos dedos, mas também nas camisetas e nos uniformes escolares.
- O de morango, de um vermelho quase sobrenatural, tinha ainda uma característica inconfundível: depois de algumas mordidas, deixava no rosto da meninada um vistoso “bigode magenta”.
Fonte originalFocus Poderhttps://focuspoder.com.br/o-tempo-em-que-um-sininho-anunciava-a-felicidade-gelada-por-serg…Publicado originalmente em 14 de setembro de 2026
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Resumo gerado com apoio de IA · local-heuristica · coletado em 31 out 2026 · 12h18
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