Operação contra Comando Vermelho tem ao menos 64 mortos e barricadas no RJ; facção usa drones para lançar bombas

Nesta terça-feira (28), uma operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, deixou ao menos 64 mortos, sendo 60 suspeitos de criminalidade, dois policiais civis e dois militares. A ação, considerada a mais letal da história do estado, resultou em 81 presos e 72 fuzis apreendidos. O Comando Vermelho reagiu com barricadas e roubo de ônibus, e o governador Cláudio Castro criticou o governo federal e a ADPF das Favelas.
Pontos-chave
- Operação policial deixa 64 mortos no Rio, a mais letal da história.
- Comando Vermelho usa drones para lançar bombas e bloqueia vias.
- Governador critica governo federal e ADPF das Favelas.
Contexto
A operação ocorre em meio a críticas à política de segurança do RJ e à ADPF das Favelas, que limita operações em comunidades.
Dados da matéria
Quem disse
“Essa operação de hoje tem muito pouco a ver com segurança pública. É um estado de defesa. Não é mais só responsabilidade do estado, excede as nossas competências. Já era pra ter um trabalho de integração com as forças federais. O Rio está sozinho.”
— Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro
“Uma operação que teve início no cumprimento de mandados judiciais, mais de um ano de investigação, mais de 60 dias de planejamento. Uma operação do estado contra narcoterroristas – quem faz o que eles fazem são narcoterroristas. Já temos relatos de tentarem fechar a avenida Brasil e outras vias para desviar a atenção. Há grande possibilidade de lideranças encurraladas, detidas ou neutralizados.”
— Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro
“Estamos falando de 9 milhões de metros quadrados de desordem urbana, com becos intransitáveis, casas irregulares e criminosos que dominam o território. É impossível enfrentar isso apenas com o efetivo do estado.”
— Victor Santos, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro