Outubro Rosa: tratamento termina, mas medo do câncer pode permanecer
Especialistas alertam que o fim do tratamento do câncer de mama não elimina o medo da recidiva e as transformações emocionais. A psicóloga Laís Mutuberria Vieira e a mastologista Renata Reis Pinto destacam a importância do suporte emocional e multidisciplinar. A paciente Josiane Fernandes, de Volta Redonda, relata o pânico em consultas de rotina. O Inca estima 78.610 novos casos por ano no triênio 2026-2028.
Pontos-chave
- Tratamento do câncer de mama termina, mas medo persiste.
- Especialistas recomendam suporte emocional e multidisciplinar.
- Inca estima 78.610 novos casos por ano no triênio 2026-2028.
Contexto
Outubro Rosa é campanha de conscientização sobre o câncer de mama, com foco em prevenção e diagnóstico precoce.
Dados da matéria
Quem disse
“Enquanto familiares e amigos celebram a remissão e esperam que a vida volte ao normal, a mulher pode continuar convivendo com medos, inseguranças e transformações que não desaparecem com o fim do tratamento.”
— Laís Mutuberria Vieira, psicóloga clínica
“É importante oferecer para a paciente um tratamento multidisciplinar, com uma assistente social que pode ajudar em questões como onde vai ficar o filho enquanto ela está em tratamento, questões sociais relacionadas ao trabalho.”
— Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista
“O tratamento pode terminar, mas o medo nem sempre termina junto. Até hoje, numa consulta de rotina, num exame, eu entro em pânico.”
— Josiane Fernandes, paciente