Plano de ajuste fiscal precisa ser anunciado em breve, diz economista

O economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, afirmou que o governo Lula precisa anunciar rapidamente um plano de ajuste fiscal, embora a execução possa ser gradual. Ele destacou que o déficit primário caiu de 2,4% do PIB em 2023 para cerca de 0,4% em 2024, mas que o governo não cumpriu a promessa de superávit. Salto defendeu medidas para conter despesas obrigatórias e reduzir gastos tributários, visando um superávit de 2% do PIB em dois ou três anos.
Pontos-chave
- Felipe Salto pede anúncio rápido de plano fiscal.
- Déficit primário caiu para 0,4% do PIB em 2024.
- Meta é superávit de 2% do PIB em até 3 anos.
Contexto
Após reeleição de Lula, mercado aguarda sinais sobre política econômica.
Dados da matéria
Quem disse
“O problema é que o governo havia prometido um superávit. Houve uma frustração em relação à promessa que nasceu junto com o chamado novo arcabouço fiscal, a Lei Complementar 200, de 2023.”
— Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos
“O ajuste fiscal não precisa ser feito da noite para o dia, mas o plano precisa ser anunciado com celeridade para mostrar que o governo é responsável fiscalmente.”
— Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos
“Esse plano deve ser distribuído em quatro anos e deve ser um compromisso feito desde o primeiro dia. Não é a urgência do ajuste, é a urgência de anúncios críveis e fundamentados tecnicamente numa direção de recuperação do superávit primário.”
— Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos