Poupança concentra quase R$ 1 trilhão, apesar de juros elevados
No Dia Mundial da Poupança, dados da Anbima mostram que a caderneta concentrava R$ 952,9 bilhões em agosto de 2026. Em setembro, saques superaram depósitos em R$ 9,35 bilhões, segundo o Banco Central. Especialistas apontam fatores comportamentais e a busca por maior rentabilidade como motivos para a migração de recursos.
Pontos-chave
- Poupança soma R$ 952,9 bilhões em agosto.
- Saques superam depósitos em R$ 9,35 bilhões.
- Juros altos aumentam custo de oportunidade.
Contexto
Dia Mundial da Poupança, celebrado em 31 de outubro, destaca o papel da caderneta nas finanças brasileiras.
Dados da matéria
Quem disse
“O brasileiro tem um apego emocional à poupança. Ela faz parte da tradição financeira e transmite uma sensação de segurança, simplicidade e facilidade de acesso ao dinheiro.”
— Adriana Vieira, planejadora financeira pela Planejar
“A poupança ainda é a principal referência e o primeiro investimento da maioria dos brasileiros e, querendo ou não, se torna um investimento tradicional.”
— Juliana Daitx, coordenadora de investimentos da Unicred Porto Alegre
“Há dois movimentos. O primeiro é a migração: juros reais elevados e a facilidade de investir pelo celular levaram parte dos poupadores para CDBs com liquidez diária, títulos isentos e Tesouro Direto. O segundo é o uso da reserva: com o orçamento das famílias pressionado e o endividamento alto, muita gente recorre à poupança para pagar contas e dívidas.”
— Juliana Daitx