Reino Unido sinaliza que considera pedir desculpas por seu papel na escravidão

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmou que seu governo considerará, pela primeira vez, pedir desculpas por seu papel no tráfico transatlântico de escravizados, em um esforço para fortalecer relações com nações da África e do Caribe. Ele propõe um diálogo estruturado com os povos afetados, mas resiste a reparações financeiras. A declaração foi publicada no The Guardian neste sábado, 31, antes da reunião da Commonwealth em Antígua e Barbuda.
Pontos-chave
- Reino Unido considera pedir desculpas por escravidão pela primeira vez.
- Burnham propõe diálogo estruturado, mas rejeita reparações financeiras.
- Reunião da Commonwealth ocorre na próxima semana em Antígua e Barbuda.
Contexto
O Reino Unido historicamente evitou pedir desculpas pelo tráfico de escravizados, mas enfrenta pressão de nações da Commonwealth e ativistas.
Dados da matéria
Quem disse
“Há anos, os membros da Commonwealth afetados pelo tráfico de escravizados pedem uma conversa honesta sobre os legados da escravidão.”
— Andy Burnham, primeiro-ministro do Reino Unido
“Não creio que os britânicos de hoje possam ser responsabilizados por erros históricos – por mais hediondos que sejam – ocorridos em uma época diferente, sob leis distintas, e nos quais não tiveram qualquer participação pessoal.”
— Andy Burnham, primeiro-ministro do Reino Unido
“Somos um país onde pessoas corajosas abriram caminho para a abolição da escravidão, mas somos também um país que participou do comércio de vidas humanas.”
— Andy Burnham, primeiro-ministro do Reino Unido