Sincretismo e tradições populares reconfiguram herança colonial na Festa do Divino

A Festa do Divino Espírito Santo no Quilombo Buritizinho, em Formosa do Rio Preto (BA), reúne a comunidade em celebração que mistura catolicismo popular, samba de roda e tradições quilombolas. A festa dura onze dias e é mantida pela promessa de Abenilda de Moraes pela saúde do filho. A nova geração, como Noélia de Moraes, lidera a organização do evento.
Pontos-chave
- Festa do Divino no Quilombo Buritizinho dura onze dias.
- Abenilda de Moraes mantém a festa por promessa.
- Nova geração lidera a organização comunitária.
Contexto
A Festa do Divino é uma tradição secular no Brasil, com variações regionais, e no quilombo expressa sincretismo religioso e resistência cultural.
Dados da matéria
Quem disse
“Essa festa eu fiz pro meu menino que estava doente, sofreu um acidente que machucou a perna, entrou uma lasca grande de aroeira. Eu pedi ao Divino que se ele abençoasse, não deixasse eu sair no mundo com ele sem ter condições e sarasse por aqui mesmo, eu ficava festejando direto.”
— Abenilda de Moraes
“A festa aqui é uma tradição de muitos anos e cada dia que passa está crescendo. Começou bem pequena e hoje tá muito evoluída, grande. A comunidade tá aumentando e cada vez mais ficando melhor.”
— Maroquinha
“De forma sintética, isso é uma manifestação do catolicismo popular. Essas festas são, ao mesmo tempo, uma pausa no cotidiano e um ponto de encontro, de ebulição social, de fortalecimento e até de resistência desses povos.”
— Valney Rigonato