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Ficha nº 399837 Cultura 16/11/2022 · 08h00

Torcendo para as carrancas terem mais poderes

Meus Sertões tom misto
Torcendo para as carrancas terem mais poderes
Imagem: Meus Sertões (reprodução)

O texto aborda a tradição das carrancas no oeste baiano, destacando a obra do Mestre Guarany e a experiência de um escultor contemporâneo, identificado como Tupinambá. A narrativa relaciona a arte do entalhe em madeira com a preservação do cerrado e as pressões sofridas por pequenos produtores rurais na região do rio Corrente.

Pontos-chave

  • Mestre Guarany foi referência internacional na criação de carrancas para embarcações baianas.
  • Um escultor local utiliza a madeira umburana para manter a tradição das esculturas.
  • Pequenos produtores do cerrado enfrentam pressões de milícias rurais e do agronegócio.

Contexto

A tradição das carrancas remonta a figuras de proa usadas para afastar maus espíritos em navegações.

Dados da matéria

OndeSanta Maria da Vitória/BA
tempo de prática de soltura de gado nos gerais200 anos
extensão navegável do rio Corrente no século XVIII120 quilômetros
idade de Mestre Guarany ao falecer101 anos
tempo de produção de carrancas grandes40 dias

Quem disse

“Eu era muito novo e ficava inventando coisas. Fiquei sabendo que as embarcações usavam carrancas, um bicho feioso colocado na proa para espantar os maus espíritos e o mau olhado”

— Tupinambá

“Resolvi ganhar o mundo. Trabalhei como porteiro de uma universidade e depois tentei a sorte em uma fábrica.”

— Tupinambá
Fonte originalMeus Sertõeshttps://meussertoes.com.br/2022/11/16/torcendo-para-as-carrancas-terem-mais-poderes/Publicado originalmente em 16 de novembro de 2022
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