Seu Zé – Capítulos I, II e III
Mal a lua crescente, propícia para plantar milho, arroz, feijão e tomate, deixou o céu, o beato Pedro Batista da Silva chamou o agricultor José Rodrigues dos Santos e pediu para tirá-lo da cama e sentá-lo em uma rede.
Mal a lua crescente, propícia para plantar milho, arroz, feijão e tomate, deixou o céu, o beato Pedro Batista da Silva chamou o agricultor José Rodrigues dos Santos e pediu para tirá-lo da cama e sentá-lo em uma rede.
O agricultor José Rodrigues dos Santos, em atividade aos 97 anos, é um personagem grandioso. Nascido no povoado de Cajueiro, viu o local se transformar em distrito de São José da Tapera, pertencente ao município de Pão de Açúcar, Alagoas, e depois se emancipar.
Ofereço este bendito Ao senhor que está na cruz Que nos livre do inferno Para sempre amém Jesus “O sangue do meu Jesus”, extraído do livro Madrinha Dodô: 20 anos de Saudades – 101 Benditos de Romarias e Penitências, de Alcivandes Santos Santana e Antônio Ribeiro dos Anjos. **** A beata alagoana Maria das Dores dos Santos, aos 12 anos, acompanhou o Padre Cícero em suas missões.
A Redinha Velha, ali perto do encontro do mar com o belo Potengi, praia de pescadores e um passado ainda fresco de redes cheias de peixes graúdos, viu um dia as pequenas gingas que brilhavam saltitantes entre pescados de bons tamanhos, um excedente que muitas vezes era simplesmente enterrado para evitar mau cheiro e bagunças de gatos.
Meu saudoso avô Esperidião Marcolino criava cabra leiteira só para emprestar para as “mães da seca”. Quando a criança nascia, os pais pediam emprestada uma fêmea em fase de aleitamento. Quando parava de beber leite, o animal era devolvido e emprestado para outra mãe.
Sábado, 27 de abril de 2019, rodoviária de Arcoverde, no sertão pernambucano. Às 19 horas, encosta o ônibus da Viação Progresso, número de série 6141, placa NYX-1179. O motorista desce agitado do veículo. Só há dois passageiros para o embarque.
A relação entre o padrinho Pedro Batista da Silva (1888 – 1967), beato e conselheiro estabelecido em Santa Brígida (BA), a Madrinha Dodô (1902 – 1998), seguidora e herdeira espiritual de Batista, e os indígenas Pankararu se consolidou graças a Maria Bárbara Binga (1917-1993), indígena batizada pelo padre Cícero, devota dos padrinhos e criadora do grupo de penitentes da aldeia de Brejo dos Padres.
Maria Eroneide Laurentino, a Nena de Capela, 44 anos, é artista de natureza versátil e criatividade rara. De uma criação em região de usinas e um viver adulto de dona de casa, a neta de antiga louceira começou a frequentar o atelier do cunhado João das Alagoas como ajudante e logo encontrou o gosto ancestral na lida com o barro.
Maria Cicera da Silva Siqueira, a nossa Tita de Capela, antiga trabalhadora rural, é bem a flor do atelier do mestre João das Alagoas. A timidez que dificulta a entrevista é compensada pela visão das mãos ligeiras que nos permite uma apreciação plena da sua habilidade.
Entre as crias do Mestre João das Alagoas, o caçula Leonilson Arcanjo, 26 anos, é dos mais profícuos artistas que visitamos em nossas andanças.
Dos contatos com os artistas do ateliê do Mestre João das Alagoas Cláudio Henrique foi o primeiro. Não o sabia quase menino, que mal saira das modelagens dos seus próprios brinquedos para auxiliar o mestre preparando barro para tirar dali o maravilhoso.
Maria Luciene da Silva Siqueira, a Sil, nasceu em 1979, em Cajueiro (AL). Filha de cortadores de cana, foi criada na zona rural e trabalhou em um canavial até os 20 anos, quando a usina local faliu.
Visitar, conhecer e conversar com o mestre João das Alagoas, no município de Capela, foi uma daquelas alegrias transformadoras que nos tomam poucas vezes. Homem de inteligência diferenciada, aprendeu por tentativa e erro a técnica.
Japaratuba, ao contrário vizinha Rosário do Catete e muitas outras no caminho para Alagoas ou no sertão sergipano, não tem a estátua do padroeiro na entrada da cidade. Em vez disso, o município construiu em 2002, um monumento em homenagem a um louco genial: Arthur Bispo do Rosário.
A médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda e o jornalista Biaggio Talento entrevistam o pesquisador potiguar Múcio Procópio sobre a história de Cristino Gomes da Silva Cleto, o cangaceiro Corisco. Nascido na localidade de Matinha de Água Branca, em Alagoas, Cristino possuía pele alva e cabelos louros e longos.
Seu Armando é o único dono de uma máquina de fazer sorvete de massa, em Cedro de São João, no sertão sergipano. Essas máquinas, que foram febre nos anos 1970 em todo o país, estão praticamente extintas.
A velha caminhonete está parada a 200 metros do leito enlameado do Água Preta. Na verdade, o rio que cortava o município de Encruzilhada está morto. Virou esgoto no centro da cidade. No restante do trajeto, deixou de ser perene. A última chuvarada acumulou meio palmo de água no trecho diante da casa da agente comunitária de saúde Joanita Ferreira Brito, 49 anos.
O semiárido brasileiro tem nova configuração desde 23 de novembro de 2017. A avaliação levou em conta critérios como o percentual diário de déficit hídrico, índices pluviométricos e aridez.
Deocleciano Martins de Oliveira fez a cidade de Barra (BA) ficar mais bela e culta. Ele era torcedor e integrante do Riachuelo, uma das três agremiações com nomes de batalhas da Guerra do Paraguai que desfilam durante a festa de São João na cidade.
Hidroaviões aterrissavam no rio São Francisco, a locomotiva e os vagões dos trens de carga e de passageiros eram desengatados para serem transportados por ferry-boat de Sergipe para Alagoas. O cenário fantástico de Propriá, entre 1948 e 1980, tinha tudo a ver com os filmes que os cinemas existentes nesse período passavam em suas telas.