17 set2026 · 17h05
O Circo de Pano de Roda e o Circo de Horrores; Por Helder de Moura
O circo aportava ao sertão nordestino guiado por mãos abnegadas, almas vocacionadas a semear uma alegria singela, descalça e barateira. Não eram empresários; eram poetas da própria sobrevivência. O entrefecho da festa começava no cortejo do palhaço, que ganhava as ruas poeirentas entoando o velho jogral: — Hoje tem espetáculo?
