O Circo de Pano de Roda e o Circo de Horrores; Por Helder de Moura

O circo aportava ao sertão nordestino guiado por mãos abnegadas, almas vocacionadas a semear uma alegria singela, descalça e barateira. Não eram empresários; eram poetas da própria sobrevivência. O entrefecho da festa começava no cortejo do palhaço, que ganhava as ruas poeirentas entoando o velho jogral: — Hoje tem espetáculo?
Pontos-chave
- O entrefecho da festa começava no cortejo do palhaço, que ganhava as ruas poeirentas entoando o velho jogral: — Hoje tem espetáculo?
- Ao que a meninada, em coro extasiado, devolvia: — Tem, sim, senhor! — E o palhaço, o que é? — É ladrão de mulher!
- Os pequenos ajudantes cobravam a entrada como legítimo cachê daquela folia.
Fonte originalFocus Poderhttps://focuspoder.com.br/o-circo-de-pano-de-roda-e-o-circo-de-horrores-por-helder-de-mour…Publicado originalmente em 17 de setembro de 2026
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Resumo gerado com apoio de IA · local-heuristica · coletado em 31 out 2026 · 12h17
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