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Dossiê · Local · nº 1027

Rio São Francisco

Notícias286no arquivo
Primeira menção29 dez 2016mais antiga registrada
Última menção30 out 2026há 1 dia
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Cronologia

20 nesta página
01 jun2018 · 07h00

A “caçuada”

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Entre um favor aqui, um favor acolá, João Durim continuava prestando ajuda para quem lhe pedisse, sem cobrar nenhum tostão. Certa feita, chegou à sua porta numa sexta-feira, por volta das sete horas, uma senhora batendo palmas e gritando: “Ô, de casa.

29 mai2018 · 06h35

A ‘celveja’

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Nas minhas andanças a serviço da Educação, tive a oportunidade de ouvir diálogos, com sabor natural da nossa terrinha. Viajando de Xique-Xique ao povoado de Utinga, na carroceria de D20 – carro que substituiu as “rurais” nos areões do tabuleiro -, tive o privilégio de ouvir prosas gostosa como esta: “Êta estradinha ruim essa da Utinga.

25 mai2018 · 07h00

Malícia eleitoral

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Nas eleições municipais, João Durim resolveu candidatar-se a vereador. Na campanha, usava um cartaz com foto e os dizeres: “Para vereador, João Pereira da Costa, vulgo João Durim, número 1619.” O candidato fez da sua residência o comitê de campanha, chamando-o de: “Comitê Portas Abertas”.

22 mai2018 · 07h00

O batizado

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Na beira d’água o coro comeu/ Pandeiro trinou/ Violão respondeu/ Iaiá peneirou/ Ioiô sambou. E na beira d’água o coro comeu/ Passarim cantou/ Ioiô peneirou/ Na palma da mão/ o samba esquentou.

15 mai2018 · 07h00

No Alto do Silva

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. Seu Pombal, seria melhor o senhor ter dito que: “A escola não deve negar a existência de determinadas variedades linguísticas dentro do país, para que não se crie um preconceito”; e essa carga não recaia sobre a influência das línguas africanas no português brasileiro.

08 mai2018 · 07h00

A volta de Lalim

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Nos meados dos anos setenta e início dos anos oitenta, chegar de São Paulo vestindo calça boca de sino, um sapato salto plataforma, estilo cavalo-de-aço, cabelo black power tinha lá seu charme, ainda mais com um toca-fitas de alça ao lado.

04 mai2018 · 07h00

Lamento

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO “Nós beiradeiros deveríamos ter a consciência mais forte do que o poder do lugar. A naturalidade com que aceitamos a transformação do rio, parece até que o ser humano é quem está sendo destruído pelo rio.

27 abr2018 · 05h00

Prejuízo danado

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. “Henrique, moço. Que friagem é essa?” “É o vento mineiro. Hem! Dalto, quando bate essa refrega de vento, me dá uma saudade dos lances, na rede de arrasto…” “Boa coisa você tá lembrando, vazia ruim!

24 abr2018 · 07h00

Prosa na beirada

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. Nascer no interior é um privilégio medonho, e nascer no interior da Bahia, ah! isso é presente divino.

20 abr2018 · 12h10

Fumo grosso

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Andar sobre as águas do Velho Chico, sem-que-fazer, faz com que prestemos assunto a tudo e a todos. Certa feita, fiquei a observar o comportamento do beiradeiro diante de pessoas estranhas: À boca-da-noite, descia rio abaixo um barco com capota, motor de popa e casco de fibra.

17 abr2018 · 07h00

Perambulando

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO De primeiro, quando eu era moço andador, perambulava feito peixe nas primeiras águas. Nas andanças pelas comunidades ribeirinhas das barrancas do Velho Chico, podem-se ver paisagens contraditórias. No alto. Manhãzinha cedo, mulheres de saias arregaçadas, de pote à cabeça, vindas da fonte; meninos pançudos, brincando de rumar pedras nos bichos ou de mastigar barro.

13 abr2018 · 07h00

Dilemas

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO “Ê, Marreca Velha que dá coisa… E não é que encontrei cumpade Pedro de Zé de Mila, daí perguntei ele: Como é qui vai o bar cumpade?” “Ô, meu irimãozim, tá ruim…” “E o que foi, meu irimão.” “Antigamente era um diabo dum DDD.

10 abr2018 · 07h00

O bom pescador

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO O bom pescador não enjoa Pega o peixe e guarda na proa É mandim, é piau e surubim É dourado, é curimatá, é piranha e pirá É tambacu, é tambaqui e pacu É curimatã, é tucunaré e matrinchã. O bom pescador não enjoa Pega o peixe, descansa na croa Acende o fogo, abre a esteira Descansa na beira Namora a lua Adormece, sossega a moleira.

06 abr2018 · 07h00

Navalha na carne

Sotaque de um povo nas barrancas do Velho Chico Era uma noite quente e sombria. Na calada da noite a matraca corria solta, comendo no centro, matraque…matraque… catraque…catraque… João Mirou puxava a lamentação. Parando de estação em estação, em meio a benditos e Pais-Nossos.

27 mar2018 · 07h12

A homenagem

NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO No piloto do paquete, o vei Germano preocupado com o vento disse a João Durim: “João, rema senão vamos perder o balaio.” Ele, remando, preguiçosamente, com as mãos, respondeu lentamente: “Que nada Germano, aqui mesmo vai…” Enquanto isso, o garoto Chico de Aurélio Baia, recolhendo o peixe no calão da rede, proseia: “Eta!

23 mar2018 · 01h00

Eu vou voltar

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Vou voltar pra Xique-Xique, Meu sertão, São Paulo num fico não, Ai que saudade que dá, Quando toca um xote, Vou voltar, Pra atravessar rio a nado, Passar pro outro lado, Vou voltar Pra navegar no Velho Chico, Eu vou voltar, Por ser de lá, beiradeiro da beirada, Vou voltar, Deitar em rede de balanço, Se balançar, Nem vou me despedir,…

13 mar2018 · 07h00

Moça formosa

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Pelas barrancas do Velho Chico, Descalça vai para fonte, Leva pureza, Morena pelo Horizonte: Dispensa chinelo rasteiro, Vestido estampado, andar ligeiro; Nádegas frondosas, Cabelos encaracolados Da moça formosa.

09 mar2018 · 07h00

Ser beiradeiro é…

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Ser beiradeiro é em dias chuva fria poder comer o meu mingau de milho, ouvir galo cantar de manhã cedo, mesmo que seja no terreiro de alguém, e esquentar o corpo perto do borralho de um fogão de lenha, olhando a brancura do céu.

06 mar2018 · 00h37

Cão d´Água

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Faz tempo, ando buscando elementos que me deem um adjutório na tarefa de entender a formação da língua portuguesa no Brasil.