Programação da Semana Nacional da Família na Paróquia de Santo Antônio
Programação da Semana Nacional da Família na Paróquia de Santo Antônio
Programação da Semana Nacional da Família na Paróquia de Santo Antônio
Mês de festas em todo Brasil, junho é tempo de alegria em que as cidades se colorem e as danças já viraram festivais. Três santos de devoções populares são os responsáveis por mês tão peculiar: Santo Antônio, São João e São Pedro.
A relação entre o padrinho Pedro Batista da Silva (1888 – 1967), beato e conselheiro estabelecido em Santa Brígida (BA), a Madrinha Dodô (1902 – 1998), seguidora e herdeira espiritual de Batista, e os indígenas Pankararu se consolidou graças a Maria Bárbara Binga (1917-1993), indígena batizada pelo padre Cícero, devota dos padrinhos e criadora do grupo de penitentes da aldeia de Brejo dos Padres.
Tem quem ache que é uma mistura de lazer e de fé. Outros acreditam que é mais lazer. O certo é que desde que a comunidade de Capinal Salvador, em Malhada de Pedras, comprou um ônibus, as 30 famílias do povoado nunca mais deixaram de viajar para visitar igrejas de localidades próximas e de outras cidades.
Elita da Silva Pereira, 63 anos, chega perfumada, com os cabelos soltos e unhas feitas, na matriz da empresa. Sua roupa tem bordados de flores nas mangas. No pescoço e no pulso, um cordão de ouro e um relógio. Está vestida desse jeito porque vai viajar para Vitória da Conquista, a 150 quilômetros de Condeúba, cidade do semiárido baiano.
O mês de novembro é o mais agitado do ano para o santeiro Gilberto Vieira Alves, 46 anos, morador de Itambé, cidade do centro-sul baiano. Além de atender suas encomendas, ele começa a montar dentro de casa um presépio que se tornou tradicional e atrai centenas de visitantes.
As marcas da passagem da Coluna Prestes por Condeúba, cidade com cerca de 18 mil habitantes, encravada na região centro-sul da Bahia, estão na antiga Casa da Câmara e Cadeia de Condeúba. No imponente prédio do Paço Municipal, cuja construção levou 28 anos (1853-1881), funcionaram também o fórum e a câmara de vereadores.
O ônibus entra em Condeúba, a 150 km de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. No caminho até a agência da Viação Novo Horizonte, diante da igreja matriz de Santo Antônio, passa por uma construção de pedras com uma coroa de zinco fincada em uma haste presa ao teto.
A mãe de santo Maria José Alves de Menezes, a Maria de Olímpio, 61 anos, é líder religiosa de renome no povoado quilombola de Campo Grande, em Santa Teresinha (BA). Ainda criança dava pistas de seu dom: quando ia a uma casa de reza caía no choro ao ver a imagem de São Sebastião, que corresponde a Oxóssi, seu orixá.
A iniciativa da construção da Igreja de Santo Antônio, em Itatim, foi da comerciante e fazendeira Morena Rebouças, 50 anos antes da emancipação política que ocorreu no dia 13 de junho (mesma data em que são feitas celebrações para o santo casamenteiro) de 1989. Morena e o marido Lió eram do Argoim, cujo padroeiro também é Santo Antônio e que hoje pertence a Rafael Jambeiro.
Faz tempo que Jeová Pinto de Santana, 74 anos, deixou de participar dos adjutórios em Itatim, cidade baiana que já se chamou Tanquinho. Ele lembra que era comum as pessoas quebrarem licuri nos dias úteis e no final de semana receberem amigos e vizinhos para um “djutório” (ajuda) para descascar o coquinho do licurizeiro, usado para fazer óleo, doces, licores.
O primeiro benefício que o artesanato trouxe para Maria Regina Soares foi ajudá-la a superar a síndrome de pânico iniciada depois que a livraria e o bar que ela abriu com um de seus irmãos, em Jeremoabo (BA), faliram.
Até onde a memória alcança é muito sofrimento e algumas tréguas. Antônio do Carmo, 68 anos – 65 na carteira de identidade e nos outros documentos porque demorou a ser registrado – se emociona, chora e faz longos silêncios ao contar a história de sua família.
MEMÓRIA TEM CHEIRO Priscila Godinho Martins dos Santos * Cheiro daquele lugarzinho, cujo nome é de um santo, o santo casamenteiro: Santo Antônio, povoado de Campo Formoso. A princípio sente-se o cheiro da areia que pairava sobre a porta da humilde casa.
O artista plástico Almaques Gonçalves dos Santos, 37 anos, prefere se apresentar como um descolado e maldito. No entanto, contraditoriamente pragmático, diz que sua pegada atual é comercial: “Faço o que os clientes querem”.
Na Bíblia, Isaías cita que o orgulho corrompeu o príncipe dos anjos e ele foi atirado à terra. Desde então, Lúcifer passou a ser responsabilizado pelos maus e males do mundo. Essa história povoa o imaginário popular.
Padre José Alberto Barbosa Gonçalves está na paróquia de Canudos há quatro anos. Depois de se formar em teologia e filosofia no seminário em João Pessoa, foi padre em Glória, cidade atingida pelas barragens de Moxotó e Itaparica, e na periferia de Paulo Afonso.
Debaixo de uma árvore, esperando o sol esfriar, Idelcina Carneiro Oliveira pensava em como mudar a sua vida. Grávida do segundo filho, Jefferson, fazia a limpeza de tanques (barreiros) no sertão.