Amazônia em marcha: o feminicídio que o Estado não vê

Mulheres indígenas, negras e quilombolas realizaram marchas em Manaus no dia 8 de março para denunciar a alta taxa de feminicídios e violência sexual na Amazônia. O Amazonas registra índices de violência letal contra mulheres 69% superiores à média nacional. O ato cobrou a efetivação de políticas públicas e a conclusão da Casa da Mulher Brasileira.
Pontos-chave
- Amazonas possui taxa de violência letal feminina 69% acima da média nacional.
- Violência contra mulheres indígenas cresceu 258% em nove anos segundo levantamento.
- Manifestantes criticam a impunidade e a demora na construção da Casa da Mulher Brasileira.
Contexto
A manifestação ocorreu no Dia Internacional da Mulher, destacando a invisibilidade de crimes de gênero na região amazônica.
Dados da matéria
Quem disse
“Se a gente não dá a nossa voz, o Estado não vê, o Estado não ouve.”
— Dineva Maria Kayabi, coordenadora-tesoureira da Coiab
“A Maria da Penha é uma lei robusta, moderna, inclusive, imitada por outros países, mas estruturalmente ela é muito mal aplicada no Brasil.”
— Regina de Benguela, vice-presidente da Unegro Amazonas
“A Casa da Mulher Brasileira foi uma ideia do Governo Federal, mas até agora não foi construída, se você for lá, só está com os pilares , cheio de mato.”
— Luzanira Varela, integrante do FPMA