Editorial | As ameaças fascistas na Uesb e a importância de não normalizar discursos de ódio
Na quarta-feira, 18 de setembro, um homem identificado como Hélio Marcos atacou estudantes e funcionários da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) em Vitória da Conquista, com discursos de ódio e ameaças LGBTfóbicas. A guarda patrimonial não o encaminhou à delegacia, mas a Polícia Civil o ouviu e ele está proibido de se aproximar da universidade. A instituição instaurou investigação por racismo e homofobia e prometeu melhorias na iluminação do campus.
Pontos-chave
- Ataques a estudantes e funcionários da Uesb em Vitória da Conquista.
- Autor identificado como Hélio Marcos, com discursos de ódio.
- Polícia Civil investiga racismo e homofobia; proibido de aproximar-se.
- Comunidade acadêmica realiza ato contra insegurança no campus.
Contexto
Desde março, panfletos com discursos de ódio e exaltação à Ditadura Militar circulavam na Uesb.
Dados da matéria
Quem disse
“Qualquer cidadão brasileiro, pai, mãe ou avô, pode vender sua moto, sua bicicleta, seu carro, sua máquina de costura, comprar um fuzil, ir dissimulado para a parada gay (…) e mostrar como é que cachorro lambe sangue no chão e como é que urubu come carniça.”
— Hélio Marcos
“Um ambiente de trabalho inseguro e cheio de ameaças que nós temos vivido na Uesb.”
— Professora Caroline Vasconcelos Ribeiro
“A posição tida pela reitoria se mostrou insuficiente desde o ocorrido em março desse ano.”
— Diretório Central dos Estudantes (DCE)