Entregadores de apps fazem greve nacional nesta quarta-feira
Entregadores de aplicativos como iFood, Rappi, Loggi, Uber Eats e James realizam greve nacional por melhores condições de trabalho, proteção contra a covid-19 e transparência na remuneração e bloqueios. Eles reivindicam aumento das taxas mínimas e fim de suspensões arbitrárias. Empresas ainda não negociaram.
Pontos-chave
- Entregadores de apps paralisam atividades em todo o Brasil
- Reivindicam melhores salários, proteção contra covid e transparência
- Empresas ainda não abriram negociação com trabalhadores
Contexto
A pandemia de covid-19 aumentou a demanda por entregas, mas também os riscos e a precarização do trabalho.
Dados da matéria
Quem disse
“Tem dia que é R$ 1, tem dia que é R$ 0,50. O Ifood e outras empresas mandam notificação para os clientes falando que já pagam. Não é verdade.”
— Simões, entregador do Rio de Janeiro
“Elas fazem um bloqueio injusto. Nós dependemos da plataforma pra trabalhar e para levar o sustento para casa. Eu e mais 40 motoboys fomos suspensos na Loggi.”
— Alessandro Sorriso, da Associação dos Motoristas Entregadores do Distrito Federal
“As plataformas digitais de trabalho têm mecanismos de vigilância intensa e uma extração de dados dos trabalhadores com uma gestão algorítmica desse trabalho. Acaba virando uma caixa-preta, e o indivíduo acaba ganhando cada vez menos.”
— Rafael Grohmann, professor da Unisinos e coordenador do Fairwork no Brasil