Indígenas Hupd’äh querem investigação sobre tiroteio na fronteira

Indígenas do povo Hupd’äh buscam investigação sobre a morte de Sandro Andrade e o ferimento grave de Domingos Andrade, ocorridos em 8 de janeiro na fronteira entre Brasil e Colômbia. Enquanto o Exército alega confronto com traficantes, as vítimas e lideranças suspeitam que tenham sido confundidas com criminosos e alvejadas por militares.
Pontos-chave
- Sandro Andrade morreu e Domingos Andrade foi gravemente ferido por tiros de fuzil.
- Exército afirma ter reagido a disparos de traficantes em embarcações na região.
- Lideranças indígenas contestam a versão oficial e pedem inquérito na PF e MPF.
Contexto
O episódio ocorreu no Distrito de Iauaretê, região de fronteira entre Brasil e Colômbia, marcada por conflitos e presença de crime organizado.
Dados da matéria
Quem disse
“No nosso entendimento, os soldados pensaram que os parentes Hupd’äh eram traficantes que estavam com seus botes na beira do rio.”
— liderança indígena
“O caso, cercado por versões conflitantes, evidencia as camadas históricas de violência e conflito que marcam a região de fronteira entre Brasil e Colômbia”
— Renato Athias, antropólogo da UFPE