Integrante da torcida Bamor até sugeriu apagar mensagens para evitar denúncia sobre sessões de tortura em Salvador
Um integrante da torcida organizada Bamor, do Bahia, sugeriu apagar conversas de WhatsApp para evitar provas de sessões de tortura ocorridas na sede da entidade em Salvador. A orientação foi encontrada em relatório do MP-BA, que investiga membros da diretoria. Dez pessoas foram presas e denunciadas por crimes como tortura e organização criminosa.
Pontos-chave
- Integrante da Bamor sugeriu apagar mensagens de WhatsApp.
- MP-BA investiga tortura na sede da torcida em Salvador.
- Dez pessoas foram presas e denunciadas por crimes.
Contexto
A Bamor é a maior torcida organizada do Bahia, e a investigação aponta crimes cometidos por seus dirigentes.
Dados da matéria
Quem disse
“Melhor apagar tudo essas por aí, viu? Essas paradas aí porque, querendo ou não, vai que essa desgraça denuncia aí, sei lá. Inclusive apagar esse grupo aqui as conversa.”
— Integrante da Bamor (identificado como 'Kakaroto Drt')
“Não tem negócio de prova não, mano, provar o quê, véi? A gente pegou ele 'mermo', mano, que ele é ladrão, 'tava' roubando a torcida, então a gente meteu a desgraça nele e já foi.”
— Daniel, diretor da sede da Bamor