Jovens periféricas enfrentam desafios para cuidar da saúde mental
Jovens de periferias de Salvador relatam dificuldades financeiras para acessar terapia, mas encontram alternativas como o valor social. A procura por cuidados com a saúde mental cresce entre esse público. Serviços públicos como SUS, Caps e Cras oferecem apoio, e uma pesquisa do UNICEF mostra que metade dos jovens precisou de ajuda, mas muitos não buscaram.
Pontos-chave
- Jovens periféricas enfrentam custos altos para terapia.
- Valor social é alternativa para acesso a psicólogos.
- SUS, Caps e Cras oferecem serviços de saúde mental.
Contexto
Pesquisa do UNICEF de 2022 mostrou que metade dos jovens precisou de ajuda em saúde mental.
Dados da matéria
Quem disse
“Entendi que precisava de terapia, quando meu esgotamento emocional estava causando gastrite, dores na coluna e dor de cabeça.”
— Alana Barbosa, estudante
“Não pensava que era desimportante, porém tinha preconceito por sentir que era uma prática distante de pessoas com a minha realidade social e econômica.”
— Ariadne Ramos, gestora de projetos
“Valor social é um valor simbólico geralmente não padronizado. Ele é cobrado por profissionais de diversas áreas, com o intuito de conseguir atingir pessoas que não podem investir com o valor integral cobrado para o serviço.”
— Gabriela Souza, psicóloga